E
na prática, o que vai diferenciar esses dois tipos
de ferro?
A questão chave é a biodisponibilidade, ou seja,
o percentual do nutriente do alimento que de fato será absorvido pelo
corpo. O ferro de origem vegetal, por natureza é pouco biodisponivel.
Esse ferro não é absorvido pelo organismo da maneira que chega,
antes disso ele ainda deve ser transformado no ferro “heme”, aquele
que é encontrado nos animais e é bastante biodisponivel para
o homem, para só depois ser absorvido pelo organismo.
Essa conversão do ferro não-heme (vegetal) em ferro heme (animal)
ocorre no estômago através do suco gástrico. Porém
a taxa do ferro que realmente é convertido ainda é insuficiente,
portanto, torna-se necessário criar métodos para se aumentar
essa biodisponibilidade e garantir uma absorção satisfatória
do ferro pelo organismo.
Um método bastante eficiente e sugerido pelos profissionais da nutrição é que
após a refeição seja ingerida uma quantidade pequena de
suco que seja rico em vitamina C. Isso porque a vitamina C aumenta a biodisponibilidade
do ferro de origem vegetal fazendo o papel que inicialmente seria do suco gástrico.
Então uma refeição interessante, referente ao ferro, seriam
os tradicionais e brasileiríssimos arroz, feijão e carne, ambos
boas fontes de ferro acompanhado por um suquinho rico em vitamina C, como o
de laranja, acerola, limão, entre outros.
Outra questão importante é que não se deve misturar alimentos
ricos em ferro com os ricos em cálcio, isso porque estes dois nutrientes
competem pelos sítios de ligação nas células. Então,
na refeição que estiver um, o outro deve ser evitado.
Seguindo essas dicas simples, dá pra ter uma alimentação
saudável referente ao suprimento de ferro, para desse modo se prevenir
possíveis problemas como a anemia, por exemplo, e desse modo obter uma
melhor qualidade de vida e saúde.
Matéria
escrita por: Tiago
Pacheco dos Santos
Graduando em Nutrição pela UNIRB.
publicada em 11/02/2008
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