O leite materno é de fundamental importância para o desenvolvimento
físico e mental de uma criança. Uma criança que mamou até o
momento ideal (2 anos), provavelmente terá um desenvolvimento muito melhor
do que uma criança que foi desmamada cedo demais. Isso porque o leite
materno é o que há de mais perfeito em termos de alimentação.
Nenhuma fórmula infantil feita em laboratório até hoje foi
capaz de superá-la. O leite materno tem a quantidade exata de todos os
nutrientes que a criança precisa para se desenvolver adequadamente e fortalecer
o sistema imunológico. Até os 6 meses de idade, nem mesmo água
a criança precisa tomar, isso porque a água contida no leite já é mais
que suficiente para a boa hidratação da criança.
Mães
que dão água antes do tempo, só estão
favorecendo o risco de adoecimento do filho, já que
a água é um veículo de doenças
e o bebê ainda não tem seu sistema imunológico
formado para combater até mesmo algumas infecções
simples: já o leite materno é livre desse tipo
de problema.
Muitas vezes as mães pecam no modo como alimentam os seus
filhos. As ajeitam de maneira torta, fazendo com que a mamada seja
para ela um momento de dor e desconforto. Outras têm mania, às
vezes influenciadas por crendices, de trocar o bebê várias
vezes enquanto ele mama: isso é ERRADO. O certo é fazer
com que o bebê mame no mesmo peito até o fim, só trocando
na próxima mamada. Isso porque no inicio o leite é aquoso,
rico em água (para a hidratação do bebê),
em açúcar e vitaminas. Apenas no fim o leite se tornará mais
consistente, já que estará rico em proteínas
e lipídios. Se a mãe não deixa que a criança
mame até o fim, o estará privando de um aporte calórico
necessário. Ou seja, as vezes a criança mesmo sendo
alimentada exclusivamente com leite materno, pode não apresentar
um ganho de peso adequado, levando as mães a culparem-se por
ter um “leite fraco”, o que na verdade é apenas
um modo inadequado de amamentação que está causando
o problema.
Deve-se enfatizar que não existe “leite fraco”.
Mesmo que a mãe esteja desnutrida, o corpo dela vai mobilizar
todas as reservas de nutrientes que ainda existam para formar
um leite com o mesmo padrão de qualidade. Nesse caso,
a mãe deve ser orientada através da ajuda de um
profissional nutricionista como proceder na recuperação
de seu estado nutricional, mas nunca deve ter suspensa à amamentação.
Como a mãe produz leite todos os dias, ela deve estar atenta sempre
a sua hidratação, já que o leite vai utilizar muito da água
da mulher. Outra questão importante deve ser observada: muito do que
a mãe come é veiculado ao filho através do leite materno.
Então, os hábitos alimentares dessa mulher devem ser os mais
corretos possíveis. Alguns detalhes fazem à diferença.
Uma mulher que esteja amamentando deve diminuir o máximo possível
a freqüência no qual consome alimentos ricos em cafeína,
como o café, a coca-cola e o chá preto: isso porque essa substância é estimulante
e levada para a criança através do leite pode deixá-la
irritadiça ou ainda com insônia fazendo-a chorar a noite toda. A
mãe também deve diminuir os alimentos flatulentos,
como o repolho, o feijão, a batata-doce e a cebola. Estes
podem provocar episódios de cólicas no bebê devido
ao estendimento do abdômen ocasionado pelo acúmulo
de gases. Já em relação ao álcool
deve ser completamente evitado. Este causa uma alteração
no sabor do leite que ocasionará em rejeição
por parte do bebê.
Uma mamãe que porventura tenha introduzido outros alimentos que não
o leite materno podem trazer problemas a criança. O corpo de um bebê,
ainda não é maduro o suficiente para digerir a maioria dos alimentos,
principalmente pelo fato de não haver enzimas em quantidades idéias
para ocorrer o processo digestivo. Sem enzimas, o alimento não digerido,
chega osmoticamente ativa no intestino e causa diarréia no bebê.
O leite de vaca pode ocasionar a intolerância a lactose, já que
pelo mesmo motivo anteriormente abordado não há enzimas suficientes
(no caso a lactase) para a digestão. Outros alimentos devem ser introduzidos
somente após os 6 meses e aos poucos, como os chás, sucos, papinhas
até chegar gradativamente a consistência sólida, com frutas,
verduras, carnes, sempre lembrando de acostumá-lo desde cedo com uma alimentação
que tenha quantidades pequenas de sal e açúcar para estimular desde
cedo os bons hábitos alimentares e evitar problemas futuros.
Como podemos ver, a amamentação é fundamental e imprescindível
para criança, além de ser um ato de amor que estreita laços
entre mães e filhos, é um momento único na vida da mulher.
Mamãe aproveite-o!